Hipoglicemia: a queda de açúcar no sangue

A hipoglicemia é a queda excessiva de açúcar no sangue, com aparecimento rápido de sintomas como palpitações, fome súbita, fraqueza, tremores, tontura, suor excessivo, pele fria e pálida, vista turva, dor de cabeça, lábios dormentes, irritabilidade, convulsões, desorientação, que pode chegar ao desmaio. Esses sintomas informam que a glicose está abaixo de 70 mg/dL. O nível normal de açúcar no sangue é de 70 a 110 mg/dL. Acima de 110 e até 126 mg fala-se em intolerância à glicose e após 126mg – diabetes mellitus. Antigamente o limite era de 140 mg/dl.

Causas da hipoglicemia

A hipoglicemia pode ser:

  • pós-alimentar (cirurgia gastrointestinal, intolerância à frutose ou galactose, etc..);
  • de jejum (deficiências hormonais, defeitos enzimáticos, doenças graves do fígado, drogas, álcool, tumores do pâncreas, hiperinsulinismo, etc.).

Todavia, a doença que mais apresenta hipoglicemia é o diabetes melito, principalmente nas pessoas que precisam do uso de insulina, como na diabetes tipo 1 ou na tipo 2 avançada. O principal objetivo do tratamento do diabetes é normalizar sua glicemia (açúcar no sangue). Para conseguir um perfeito equilíbrio metabólico, é preciso um ajuste entre a dieta, exercícios físicos e medicação (insulina ou hipoglicemiantes orais). Caso não ocorra esse equilíbrio, pode acontecer hipoglicemia ou hiperglicemia.

No diabetes, as principais causas de hipoglicemia são:

  • excesso de exercícios físicos;
  • falta de uma refeição regular ou fora do horário;
  • pouca quantidade de alimentos;
  • vômitos ou diarréia;
  • administração de alta dose de insulina;
  • ingestão de maior quantidade de hipoglicemiantes orais;
  • consumo de bebidas alcoólicas.

O que fazer em caso de hipoglicemia?

Nas crises de hipoglicemia, deve-se fazer rapidamente o diagnóstico da situação, verificando, se possível, a glicemia com as tiras reagentes (teste rápido). Tal teste não deve ser realizado na urina, pois não é confiável no momento da hipoglicemia.

Uma vez suspeita ou comprovada, o portador deve proceder da seguinte forma: ingerir algum alimento, como, um copo de leite, suco de frutas ou refrigerantes. Se após 10 minutos os sintomas persistirem, beber água com açúcar, comer chocolate, uma bala ou tablete de glicose. Por indicação médica, é ótima para tal situação um medicamento de nome Glucagen injetável, que libera glicose no sangue. Os alimentos mencionados devem ser dados ao diabético se estiver consciente e for capaz de engolir, nunca inconsciente. No caso de perda da consciência, deve ser feito o seguinte: colocar na boca, do lado interno da bochecha, açúcar e mel, friccionando a parte interna para facilitar a absorção. Se após estas medidas o diabético continuar inconsciente, levar imediatamente ao Pronto-Atendimento mais próximo, informando ao médico plantonista os antecedentes de diabetes, os sintomas da hipoglicemia e o que já foi feito. Nesta situação, está indicado glicose na veia ou Glucagen, dosando antes a glicemia. Quando a crise terminar, o diabético deve ingerir algum alimento de absorção lenta, como sanduíche, bolacha, fruta ou outro alimento de uso normal.

Como evitar as crises?

Como a crise de hipoglicemia é grave, podendo pôr em risco a vida do portador de diabetes, o ideal é a prevenção do problema, que pode ser feita com programação das atividades físicas (evitar excessos), ingestão de alimentos extras antes dos exercícios físicos, cumprindo rigorosamente o esquema alimentar (horário, quantidade e qualidade dos alimentos), avisando seu médico de vômitos ou diarréia e utilizando a medicação préscrita nas doses e horários indicados pelo profissional, assim como evitando bebidas alcoólicas. Em situações especiais, como festas, viagens, etc., intercalar a alimentação regular com lanches extras, dependendo da situação.

O diabético deve usar sempre seu cartão de identificação, levando consigo Glucagen, balas ou tabletes de glicose. Ainda saber reconhecer os sintomas de hipoglicemia, principalmente as noturnas, que podem se manifestar com pesadelos e gritos, além dos sintomas, mas seu diagnóstico só é possível com dosagem da glicemia. Finalmente, é extremamente importante o autocontrole domiciliar, situações de hipo ou hiperglicemia, diagnóstico das complicações e obediência total à orientação de seu médico.

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